quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Homenagem ao Revolucionário Manoel Lisboa

“Eles, monstros fascistasTu, herói comunista protótipo da humanidade futuraEles, vermes anônimosTu, Manoel Lisboa de Moura.”


Há exatos 40 anos, era assassinado, provavelmente em Recife, Manoel Lisboa, um dos líderes alagoanos que deram a vida pela democracia brasileira. Manoel Lisboa de Moura era conhecido por seus companheiros como Galego, Celso, Zé, Mário e outros nomes. Nenhum capricho. Era preciso despistar os agentes da ditadura militar que o perseguiam desde que a ditadura se instalara no país em 1º de abril de 1964. Por que ele era um dos homens mais temidos pelo regime fascista, que impôs ao povo brasileiro uma longa noite de terror? Deixemos que o jovem herói fale um pouco de sua própria história.
Manoel Lisboa de Moura nasceu em Maceió, estado de Alagoas, no dia 21 de fevereiro de 1944, filho de Augusto de Moura Castro, oficial da Marinha, e de Iracilda Lisboa de Moura. Sua formação político-ideológica não se deu apenas por meio de leituras, nem sua prisão ocorreu simplesmente por ele vender livros proibidos. Ainda adolescente, organizou o grêmio do antigo Liceu Alagoano, depois Colégio Estadual. Foi diretor da União dos Estudantes Secundaristas de Alagoas (Uesa) e, aos16 anos, ingressou na Juventude Comunista do PCB. Como universitário, organizou o Centro Popular de Cultura da UNE (CPC) em Maceió, apresentou e dirigiu peças de teatro, envolvendo, inclusive, operários da estiva.
O Golpe Militar de 1964 o encontrou cursando Medicina na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), de onde o expulsou, cassando-lhe os direitos políticos. Nessa ocasião, pertencia ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), organização criada em 1962, diante da linha reformista adotada pelo velho “Partidão” desde o 20º Congresso do PC da União Soviética, fato que provocou a cisão dos militantes.
Lisboa transferiu-se para o Recife, onde continuou na luta revolucionária. Trabalhava na Companhia de Eletrificação Rural do Nordeste (Cerne). Em julho de 1966, foi novamente preso, logo após o atentado contra o ditador de plantão, marechal Artur da Costa e Silva, ocorrido no Aeroporto dos Guararapes. A polícia não conseguiu incriminá-lo, pois o inquérito comprovou que ele, no momento do ocorrido, estava trabalhando na Cerne com seu irmão, engenheiro e capitão do Exército. Posto em liberdade quatro dias depois, concluiu que não era possível continuar levando uma vida legal e dedicar-se à causa revolucionária, optando então pela vida clandestina. Em meados de 1966, Manoel Lisboa resolveu sair do PCdoB por constatar que o partido se diferenciava do PCB apenas na teoria, enquanto na prática seguia o mesmo caminho reformista, além de desprezar o Nordeste e praticar métodos de direção incorretos. Por exemplo: em vez de dialogar com os militantes de base, ao receber críticas ao seu trabalho, a direção desenvolvia campanha de desmoralização com calúnias contra aqueles que questionavam alguma de suas atitudes.
Dezembro de 1966: Manoel Lisboa, Amaro Luiz de Carvalho, o Capivara, Ricardo Zarattini Filho (engenheiro, banido do Brasil em 1969 depois do seqüestro do embaixador estadunidense) e outros companheiros fundaram o Partido Comunista Revolucionário (PCR).
No dia 16 de agosto de 1973, a repressão conseguiu seu intento. Quando conversava com uma operária, a quem dava assistência política na Praça Ian Flemming, no bairro de Rosarinho, Manoel Lisboa foi agarrado por um bando de fascistas, sob as ordens do agente Luís Miranda e do delegado paulista Sérgio Fleury, algemado, arrastado para um veículo e conduzido para o DOI-Codi do 4º Exército, então situado no Parque 13 de Maio.  Manoel Lisboa foi submetido a todo tipo de tortura. Despido, pendurado no pau-de-arara, espancado por todo o corpo, choques elétricos no pênis, nas mãos, nos pés, nas orelhas, queimado com vela, logo nos primeiros dias perdeu a sensibilidade dos membros inferiores. Não podia se locomover nem se alimentar. Manoel sabia tudo da organização. Era seu dirigente máximo, conhecia todos os segredos. Um segundo de vacilação e o PCR estaria completamente aniquilado. Mas ele foi coerente com o que sempre pregara: “Delação é traição e a traição é pior do que a morte. O revolucionário é como um prisioneiro de guerra; só declina o próprio nome. A causa revolucionária, a democracia, a libertação nacional, o socialismo estão acima da própria vida”. Maria do Carmo Tomaz e Juarez José Gomes viram-no cheio de hematomas e ouviram seus gritos. Outros prisioneiros chegaram a falar com ele, que disse: “Sei que minha hora chegou; fiz o que pude; a vocês, peço apenas que continuem o trabalho do Partido”.
Num certo dia do mês de setembro, ela não recorda a data, Maria do Carmo Tomaz foi levada a uma câmara de tortura, onde lhe deram a notícia da morte de Manoel Lisboa e afirmaram: “Um igual àquele vocês não vão encontrar nunca mais”. Enganaram-se. Na luta do povo, no seio do Partido que fundou e dirigiu, diariamente se forjam revolucionários da têmpera de Manoel Lisboa, à luz do seu exemplo, regados pelo seu sangue.
No dia 5 de setembro, os jornais do Recife e os principais jornais do país publicaram nota que dizia: “Durante tiroteio com os órgãos de segurança interna, morreram na manhã de ontem em Moema, São Paulo, os terroristas Manoel Lisboa de Moura e Emmanuel Bezerra dos Santos, que fizeram parte do atentado ao marechal Costa e Silva, então presidente da República, em visita ao Recife, em 1966″.
A farsa foi facilmente desmontada. Emmanuel Bezerra estava em missão do Partido no exterior e encontrar-se-ia com Lisboa no Recife, no dia 15 de setembro. Preso pela Operação Condor, provavelmente na fronteira entre Argentina e Chile, Bezerra foi conduzido ao DOI-Codi de São Paulo, torturado e morto por não abrir as informações de que a repressão precisava para destruir o Partido. Fleury levou Manoel Lisboa para São Paulo apenas para montar a farsa. A vida mostrou, entretanto, que os verdadeiros terroristas eram Fleury e Miranda, e que, Manoel Lisboa e Emanuel Bezerra são heróis do povo.

Manoel tinha amor à vida. Era feliz, tanto por sua militância, como por sua vida pessoal. Tinha uma companheira, Selma Bandeira, com quem mantinha relação amorosa plena, baseada não apenas em afinidades, mas na militância revolucionária comum. Um amor comunista. Mas a tudo isso ele renunciou, confirmando a tese de Che Guevara, de que “o verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor”, um amor maior, pela humanidade, livre das opressões e das injustiças.

Manoel é exemplo de um verdadeiro revolucionário, que não vacilava em colocar os interesses de seu povo e da revolução acima dos interesses pessoais. Homens como Manoel são os que fazem a diferença, e como, disse Brecht, são os imprescindíveis. É um orgulho e uma honra para todo comunista ser membro do PCR, o Partido fundado por Manoel Lisboa”.
Lula Falcão, diretor de e A Verdade e membro do Comitê Central do PCR


Extraído de adaptado de PCR Brasil

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Salve, Salve a Soberania Nacional

Essa semana foi doce para nós Brasileiros após recebermos a notícia de que a presidente Dilma Rousseff foi vítima do serviço de espionagem estadunidense. Ah! mas pra que se preocupar se eles apenas estava querendo "'entender melhor' a comunicação da presidenta com sua equipe". Discurso bonitinho, mas que não engana a ninguém sobre os verdadeiros motivos.
O chamado "Escritório de Serviço Secreto dos EUA" foi instalado no Brasil durante o governo tucano do FHC em 2001, com o discurso oficial de que seria uma forma melhor de 'proteger' os cidadãos de algum provável ataque terrorista que como hoje bem sabemos são uma grande armação estadunidense contra aqueles países que não se rendem aos seus caprichos. Será que com o Brasil seria diferente? Porque? Só porque moramos num país tropical abençoado por deus?? A grande mídia que devia informar os cidadãos brasileiros do risco que correm ao ser desrespeitada a soberania nacional (manutenção da intangibilidade da Nação, assegurada a capacidade de autodeterminação e da convivência com as demais Nações em termos de igualdade de direitos, não aceitando qualquer forma de intervenção em seus assuntos internos, nem participação em atos dessa natureza em relação a outras Nações), faz chacotas sobre o assunto colocando, em horário nobre, piadas de que o governo estadunidense vasculha emails íntimos de pessoas comuns e assim fazendo o assunto cair no banalismo, no esquecimento rápido e não tendo a preocupação e atenção devida e isso só interessa àqueles que atualmente não estão diretamente no poder, e podemos afirmar que com essa abertura estamos vulneráveis a um novo golpe de estado, como em 64, comandado pelos EUA.
O que nós 'pessoas comuns' podemos fazer para intervir nessa situação delicada é nos organizar para tomar o poder e ajudar na instalação do socialismo acabando com esse falido sistema que é comandado pela burguesia. Esse sistema que abriu as portas para a intromissão estadunidense nos nossos assuntos nacionais, sistema que deu de bandeja várias das nossas estatais, fazendo assim crescer o desemprego, a fome e a miséria do nosso povo. Temos que lembrar que o Gigante não acordou esse ano, ele está acordado há muito, e isso fazemos valorizando a mídia alternativa e lutando pela democratização da informação tirando da mão das famílias ricas o monopólio do sistema de comunicação, temos que tomar consciência que nos organizando é a única forma de termos esse Gigante sob nosso poder, sob o poder do proletariado. Isso sim é ser patriota e zelar pela soberania nacional do nosso país!