Obedecendo os preceitos bíblicos o Papa Francisco deu uma declaração bem inusitada pros dias atuais na última segunda-feira. Ele declarou que hoje os casais tem a cultura do provisório, do que seja eterno enquanto dure e não querem ter mais que um filho pra poder terem condições de comprar uma casa ou viajar. Na sua declaração ele também deixou claro que a cultura do bem-estar faz os católicos perderem a vontade de ir até Jesus.
Mas o que o Papa esqueceu é que essas pessoas estão pensando em quais seriam as condições de vida que poderiam oferecer para mais uma criança enquanto não tem nem uma casa própria. O Vaticano critica os meios contraceptivos e o planejamento familiar, mas não faz muito para proporcionar uma vida digna para aqueles que aceitam estar mais perto de Deus e cumprem o mandamento "crescei e multiplicai". Falar tal asneira enquanto se tem uma vida confortável e sem filhos é bem fácil. Esse tipo de cristianismo prega as formas mais ultrapassadas de sobrevivência do ser humano. Desejar revogar os direitos adquiridos pelas mulheres, a igualdade social entre todos, procriar desenfreadamente, viver de peregrinação e dar uma vida digna a todas as crianças são assuntos há muito discutidos e quase todos já chegados a um consenso de que não há mais condições que a humanidade retroceda.
O sistema capitalista é muito cruel com essas pessoas e a igreja muitas vezes confirma essa crueldade colocando como imposição a teoria do meritocratismo ou simplesmente o puritanismo - me mostre os teus bens, que te direi o quão és abençoado por Deus.
Antes de dar declaração com embasamento tão superficiais, 'Santidade', deveria se preocupar com política públicas para erradicar a fome, o analfabetismo, o desemprego e a pobreza!
Paciência!!
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